“Qual meu diagnóstico, doutor?”

Eu já tive que responder a essa pergunta algumas vezes no consultório e também é uma pergunta que sempre aparece numa brincadeira ou numa roda de conversa. Mas afinal, de que serve um diagnóstico?

A resposta é…  depende.

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Do ponto de vista mais prático, o diagnóstico pode servir (e serve) para estabelecer algumas vias para alguns tipos de tratamento, especialmente naqueles que implicam em acompanhamento conjunto com outros profissionais. Ou seja, serve para auxiliar no “diálogo” entre profissionais de diferentes áreas (especialmente em relação aos profissionais mais céticos com relação ao trabalho em saúde mental).

Por outro lado, um código do DSM-IV ou do CID10 não traduz a sua subjetividade e nem me diz quem você é em relação à sua história, que por sua vez é constituída de uma série de vivências e sentimentos.

A busca por um diagnóstico pode camuflar uma tentativa de evitar sair de uma determinada linha de investigação e tratamento para não esbarrar em coisas que “tocam a alma”, que são aquelas coisas que você pode ter feito ou deixado de fazer e que são bem diferentes daquela conversa “ah, mas eu já sou resolvido quanto a isso…”.

Quando aplicado à crianças, o diagnóstico requer cuidados especiais, pois eles podem servir como um ponto de identificação e, à partir daí, fazer com que os pequenos atuem tal como se esperam deles.

A essa altura já aparecem aqueles que protestam “a mil raios e trovões”, afinal, uma resposta pronta, rápida e, principalmente “sem margens”, é muito mais fácil de aceitar o quão é extenso e trabalhoso compreender e aceitar que cada pessoa é única.

Sua história e a de todos outros é única, não podendo jamais ser resumida a um modelo ou aos limites postos por esse ou aquela normativa, ainda mais quando se fala de subjetividade.

(revisado e republicado em 07/09/2018)

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Obrigado e até a próxima!!!

Um comentário em ““Qual meu diagnóstico, doutor?”

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