“Não consigo estudar pras provas!!!” – Plantão psicológico (2/4) – Exemplos Clínicos

Rosinha* não conseguia estudar para provas e veio até a clínica com essa queixa.  Esforçada, dedicava horas e horas aos estudos, mas… apesar de compreender o conteúdo e ao final do semestre ser aprovada, suas notas eram sempre limítrofes.

De forma geral, sentia-se bem. Sua escolha profissional era muito clara e o convívio social tranquilo. No entanto, vinha experimentando uma sensação crescente de fadiga, pior ainda às vésperas do Enem e das primeiras provas para o vestibular.

A estratégia de Rosinha* era ler muito e depois concentrar todos esforços na semana de provas. Reduzia o sono para 2h ou 3h tentando aprender ainda mais do conteúdo… “Mas nossa, é tenso… às vezes eu acabo cochilando à tarde… Olha, eu tenho até vergonha de falar, sabe? Mas outro dia eu dormi no meio da prova. Ainda bem que ninguém viu… Pior é que quando o professor entrega as provas, parece que eu sei mais ainda e fico me sentindo a burra das provas.”

Eis que havia um problema que merecia reflexão. Como Rosinha* poderia render nos estudos se não dormia? É sabido há tempos que o sono possui uma função reparadora, especialmente em relação ao funcionamento mental e… a coisa nem de longe para por aí…

Mas… não era o caso de entrar em detalhes técnicos com Rosinha* … Ela só queria poder passar no Enem e queria uma assistência de curta duração…

Enfim, Rosinha* entendeu que havia também a necessidade de que aquele conhecimento apreendido requeria um tempo de descanso para ser utilizado, como se fosse necessário esperar a poeira baixar para tal. E olhe que nem foi necessário falar tecnicamente de Piaget ou assimilação e acomodação…

Como era semana de provas, Rosinha* considerou o descanso como uma alternativa na qual fosse interessante investir, afinal, já havia estudado todo o assunto. “É… eu acho que sim… meio exagerado, né? Mas a gente fica vendo todo mundo falando que é só se esforçar bastante. Eu acho que tô é ficando maluca. Vou tentar fazer só uma revisão pra ver o que acontece.”

Feito isso, Rosinha* contou que seu desempenho foi ótimo.  Reservando um tempo maior para sono e entretenimento, ainda que estivesse mergulhada nos livros por algumas horas menos, sentia-se capaz de melhor concentração, menos fatigada e capaz de organizar melhor todos esses afazeres. Satisfeita com o progresso, tomou para si as reflexões alcançadas no plantão e recebeu alta.

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