Se errar é humano… e quanto a repetir o erro?

Diz um velho ditado que “errar é humano, errar duas vezes é burrice”. Entretanto, em psicologia e em psicanálise a coisa é vista de outra forma.

Aos olhos do “senso comum” ou do “saber popular”, todas as atitudes das pessoas soam como “conscientes”, como algo “planejado”, “pensado”, “calculado”. Mas a realidade é bem diferente disso.

Sem entrar em grandes detalhes acerca das instâncias ou das estruturas psíquicas, boa parte do que se faz não é propriamente “pensado”, o que acaba levando a uma infinidade de repetições, incluindo “erros”.

A repetição é algo que mantém o sujeito numa determinada situação, muitas vezes, impedindo que ele dê passos importantes na sua vida. Pelas mais diversificadas e complexas razões, alguém pode ficar preso em repetições pela vida inteira, seja se mantendo ou rescindindo em relacionamentos problemáticos (ou abusivos), seja conservando “manias”.

Na medida em que coisas acontecem e acontecem novamente, antes de julgar moralmente a pessoa, é importante questionar o que ela ganha ou perde dentro de determinada situação. O julgamento moral (muitas vezes já pesado para o próprio sujeito) só serve para enclausurá-lo anda mais, principalmente através de raiva e de vergonha, não servindo portanto, de engrenagem para ajudá-lo a buscar uma mudança.

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