Síndrome do pânico

A síndrome do pânico, conforme o CID10, é descrita exatamente como se segue:

F41.0 Transtorno de pânico (ansiedade paroxística episódica)
A característica essencial deste transtorno são os ataques recorrentes de uma ansiedade grave (ataques de pânico), que não ocorrem exclusivamente numa situação ou em circunstâncias determinadas mas de fato são imprevisíveis. Como em outros transtornos ansiosos, os sintomas essenciais comportam a ocorrência brutal de palpitação e dores torácicas, sensações de asfixia, tonturas e sentimentos de irrealidade (despersonalização ou desrrealização). Existe, além disso, freqüentemente um medo secundário de morrer, de perder o autocontrole ou de ficar louco. Não se deve fazer um diagnóstico principal de transtorno de pânico quando o sujeito apresenta um transtorno depressivo no momento da ocorrência de um ataque de pânico, uma vez que os ataques de pânico são provavelmente secundários à depressão neste caso.

Ataque de pânico
Estado de pânico
Síndrome de pânico
Exclui: transtorno de pânico com agorafobia (F40.0)

Fonte: Data SUS <http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/WebHelp/f40_f48.htm> Acesso em 24/11/2019.

Mas diferente do que é descrito aí, as situações ou circunstâncias ditas imprevisíveis, não funcionam exatamente assim na prática clínica. A verdade é que o paciente passa a vida incomodado por uma determinada situação (ou várias), sem se dar conta desse incômodo. Por exemplo, pode acontecer que um sujeito supostamente “calmo” nunca tenha percebido que a razão de ter ataques de pânico antes de ir no trabalho, era para evitar uma briga física com um colega desagradável, pois para ele só a ideia de perder a “calma” é insuportável, então, imagine como alguém assim fica quando lá no fundo tem vontade de “socar alguém”?

A intensidade dos sintomas da síndrome do pânico é demasiadamente sofrível, podendo ou não estar associada ao isolamento devido ao receio de novas crises. Esse isolamento costuma ser progressivo, seja por evitar pessoas, lugares, caminhos, até chegar ao não querer sair de casa. Neste caso, ele está associado ao mencionado no CID 10 sobre agorafobia, que por sua vez é um transtorno no qual a pessoa pode evitar desde pessoas a lugares, à partir de suas questões obsessivas ou depressivas, à vezes chegando a experimentar pouca ansiedade (mas porquê são bem sucedidos em evitar situações fóbicas).

Seja por um caminho, por outro ou, talvez outros que nem mencionei, a síndrome do pânico é uma doença que costuma chegar ao consultório à partir de recomendação psiquiátrica. Geralmente são pacientes que tratam das crises há algum tempo mas, que não conseguem se ver inteiramente livres dos sintomas e muito menos, dos remédios.

É fato: não há cura para síndrome do pânico se não através de psicoterapias ou de psicanálise, salvo em raros casos onde a pessoa se engaja em grandes mudanças na vida. Os medicamentos ajudam sim, mas só servem para amenizar os sintomas e para tentar evitar que novas crises surjam.

O tratamento para a síndrome do pânico requer psicoterapia ou psicanálise, costuma contar com um suporte medicamentoso cuja reavaliação ficará à encargo do psiquiatra, tendo em vista efeitos colaterais tanto no aumento, quanto redução, alteração e interação entre psicotrópicos.

A redução e o desaparecimento das crises leva alguns meses, variando de caso para caso. Entretanto, cabe ressaltar que não necessariamente o encerramento dos sintomas mais graves levará à cura. Aliás, como disse, é raro que isso aconteça dessa forma. Costuma ser através de psicanálise ou de psicoterapia que a pessoa vai rever a própria vida e tomar atitudes frente a ela para aí sim, se encaminhar para a cura daquilo que a levou à síndrome.

Vamos dizer que a síndrome do pânico é uma peça a ser trabalhada para ser removida de uma fileira de dominó, onde você trabalha uma por uma.

Deixar uma doença como a síndrome do pânico como está é deixar a vida se arrastando e acumular todo tipo de perdas.

Você têm síndrome do pânico? Têm ataques? Fobias? Conhece alguém que tenha? Entre em contato comigo ou me indique para essa pessoa!

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