Nota sobre casos e exemplos clínicos

Estive conversando com outros profissionais acerca da publicação de casos clínicos na página e acabei vendo a necessidade de revisar alguns pontos e esclarecer outros antes mesmo de iniciar os novos artigos (que por sinal começam na semana que vem, entre segunda e quarta ;)).

Um ponto que há muito se percebeu na psicanálise é que falar de pacientes pode causar desconforto quando fora de reuniões com a finalidade de discuti-los. Inclusive, violação de sigilo é uma falta ético-profissional grave por trazer prejuízos sérios às pessoas atendidas (o código de ética é bastante sensato, atual e rigoroso com relação ao sigilo, você pode consultá-lo na página do CRP clicando aqui ou acessando o menu Links aí em cima da página).

Assim sendo, convém ressaltar mais uma vez: todos os exemplos clínicos que aqui forem publicados, incluindo supostas falas de “pacientes”, serão fictícias. Não vou publicar história de pessoas que confiaram a mim suas histórias de vida e falar delas com um outro nome. Não, isso não vou fazer.

Destaco ainda que acabei redefinindo o que denominei como “exemplos de casos clínicos” para “exemplos clínicos” pois não irei publicar histórias de “pacientes” do começo ao fim (isso sim seria explorar casos clínicos). Isso demandaria um trabalho muito mais técnico e muito mais extenso que o proposto para essa página e não seria viável (procuro gastar no máximo uma página por artigo aqui, mas só para ter uma ideia, por caso clínico na faculdade, só a compreensão de um atendimento tinha pelo menos três páginas).

Pessoalmente, gosto de escrever e de gerar personagens, mas para evitar especulações e incômodos pelas razões que já expus, minha opção foi por resumir meu elenco aos personagens do conto “A pia da Rosa”, compartilhado recentemente.

Espero que essa mudança não cause grandes frustrações em vocês, caros leitores, mas ela é importante para que fique claro que o objetivo aqui é lançar luzes sobre a psicologia e torná-la mais compreensível para todos.

E a quem tiver interesse muito específico em casos clínicos, eu recomendo a leitura de publicações de Freud, como os casos de Anna O (sobre histeria), Elizabeth Von R (idem), o Homem dos Ratos (sobre neurose obsessiva, que também tem um pequeno vídeo), o Schreber (psicose) e também o texto, a “História De Uma Neurose Infantil”.

 

Obrigado pelo interesse e continue a leitura!!

Alterações

Enquanto elaborava alguns textos e fazia uma manutenção no computador, acabei me deparando com outro navegador web. Por essa razão, alterei as fontes para tentar melhorar a visibilidade que pode estar prejudicada em alguns dispositivos. Caso tenham alguma dificuldade, agradeço se me informarem.

Obrigado e boa leitura!!