Se errar é humano… e quanto a repetir o erro?

Diz um velho ditado que “errar é humano, errar duas vezes é burrice”. Entretanto, em psicologia e em psicanálise a coisa é vista de outra forma.

Aos olhos do “senso comum” ou do “saber popular”, todas as atitudes das pessoas soam como “conscientes”, como algo “planejado”, “pensado”, “calculado”. Mas a realidade é bem diferente disso.

Sem entrar em grandes detalhes acerca das instâncias ou das estruturas psíquicas, boa parte do que se faz não é propriamente “pensado”, o que acaba levando a uma infinidade de repetições, incluindo “erros”.

A repetição é algo que mantém o sujeito numa determinada situação, muitas vezes, impedindo que ele dê passos importantes na sua vida. Pelas mais diversificadas e complexas razões, alguém pode ficar preso em repetições pela vida inteira, seja se mantendo ou rescindindo em relacionamentos problemáticos (ou abusivos), seja conservando “manias”.

Na medida em que coisas acontecem e acontecem novamente, antes de julgar moralmente a pessoa, é importante questionar o que ela ganha ou perde dentro de determinada situação. O julgamento moral (muitas vezes já pesado para o próprio sujeito) só serve para enclausurá-lo anda mais, principalmente através de raiva e de vergonha, não servindo portanto, de engrenagem para ajudá-lo a buscar uma mudança.

Qual tratamento é indicado para mim?

Quando as pessoas vão ao médico elas já tem mais ou menos uma ideia do que fazer e esperar: falam o que têm, são examinadas e recebem tanto um diagnóstico quanto uma prescrição. Assim, é normal que pensem que com algumas palavras o psicólogo ou outro profissional de saúde mental também vá fazer o mesmo.

Mas a coisa é diferente aqui.

A sua dúvida é importante para mim e certamente é também para você. É um ponto de partida possível para que eu possa saber mais acerca de quem você é, como é sua vida, o que já fez e o que pretende fazer.

Isso acontece naturalmente na medida em que você fala e eu vou pontuando suas colocações ou lhe instigando a continuar por um caminho ou outro. É por essa via de diálogo/escuta também se constrói uma indicação adequada de tratamento, que acaba surgindo desse trabalho conjunto, considerando tanto sua condição, quanto suas possibilidades e disposição no momento.

Fazer diferente disso pode ser colocá-lo num tratamento formatado que pode acabar não sendo o mais adequado para você.

 

Tem dúvidas? Entre em contato. Podemos conversar.

Até!

Tristeza e falta de vontade. Isso é importante?

Quando as pessoas se sentem ou percebem alguém próximo triste ou sem vontade para quase nada ou para coisa nenhuma, já associam isso à depressão. Há reações das mais diversas, umas que falam que é caso de psiquiatra, que tem que procurar psicólogo, que é frescura, que é algo para tirar da cabeça e por aí vai. Mas vamos por partes.

Nem toda tristeza e falta de vontade é causada por depressão. Depressão tem suas particularidades e merece um capítulo à parte que você pode acessar clicando aqui.

Pois bem, a pessoa reagir com tristeza ou ficar sem vontade com frequência é algo a ser observado com todo um cuidado especial, pois podem estar associadas a coisas que aconteceram e que continuam a passar desapercebidamente ao longo de anos, como por exemplo, uma mágoa, um rancor, uma falta.

Em algumas situações que são superadas com relativa tranquilidade em um grupo de pessoas, pode acontecer que para alguém a coisa não ocorra dessa forma. Entretanto, esse “sentir diferente” pode ser colocado de lado, numa tentativa de esquecer (às vezes “bem sucedida”), e fazer parecer que o importante não era nada. Nesses casos, o tempo e uma escuta adequada podem mostrar que sim, que aquilo era mesmo importante: quando isso ocorre, não importa o que outros digam; se foi importante para essa pessoa incomodada, sim, é algo a se considerar como tal.

O fato de você sentir algo em relação ao seu passado de uma forma demasiadamente emotiva e viva tal como quando se tivesse acabado de acontecer, em especial se isso é capaz de lhe emocionar novamente, há grande chance disso ainda mexer com você. Quando é assim, é válido considerar procurar um psicólogo para refletir um pouco sobre sua vida e ver se não é o caso de se engajar em um tratamento.

Tratar uma questão afetiva pode não ser nenhum bicho de sete cabeças, mas quando não tratadas e perdurando ao longo de muitos anos, ela pode ser a razão de uma série de tropeços, evitações, mal-estares ou até síndrome do pânico ou doenças no corpo.

Considere o que sente, valioso. É seu e fala sobre você. Leve isso para um profissional que possa lhe ajudar a olhar para tal.

Ansiedade – Isso é traço de personalidade?

Ansiedade não é um traço de personalidade. O que costuma acontecer é a existência de mecanismos que acabam validando esse sintoma como tal. Muitas vezes a pessoa convive há tanto tempo com ela que de certa forma “se acostuma”, sendo mais grave ainda quando há uma série de outras pessoas dentro da mesma família com o mesmo problema.

Basicamente, a ansiedade está ligada a expectativa da realização de algo, incluindo a não realização. Por mais estranho e bizarro que possa parecer, sim, às vezes é importante a “não-realização” de alguma coisa, como por exemplo, na síndrome do pânico. Esta síndrome, por sua vez, tão logo o paciente comece a falar dela, mostra-se como um quadro complexo de questões afetivas colocadas umas sobre as outras repetidamente e por um tempo muito além do suportável.

Nos casos onde há um comprometimento de atividades, como dificuldade de concentração acentuada, insônia, irritabilidade, angústia, ejaculação precoce, bulimia, cabe sim consideração a avaliação psiquiátrica. Entretanto, ainda que por via medicamentosa possa haver uma melhora dos sintomas, a problemática que a origina continuará lá até que a pessoa mude coisas na vida, algo que muitas vezes irá requerer assistência psicológica.

Ansiedade tem uma coisa em comum com a febre: você não escolhe ter mas, pode tratar. Há meios para isso, consulte um profissional de saúde mental.

Psicólogo lê pensamentos?

Pois bem… em certa medida, é possível “ler” intenções, sentimentos e afetos de uma pessoa. Para isso é preciso ter estudado um bocado, mas é importante fazê-lo também à luz de uma série de considerações éticas e profissionais. E não, não há mágica nenhuma.

Veja bem, eu mencionei várias coisas mas não pensamentos. O mais simples para compreender como compreender alguém é considerar que intenções, sentimentos e afetos são aquilo que está nas “entrelinhas” do que foi dito ou manifesto.

Ou seja, quero dizer é que há formas de saber como a pessoa se sente em relação a uma determinada questão ou como se sente em um determinado momento dessa vida. Quando ela vai ao consultório ou recebe um psicólogo na beira de seu leito ela pode, ao falar de si ou de uma situação, abrir espaço para revelar em linhas e entrelinhas como se sente naquele instante. De forma parecida, ao fazer um conjunto de desenhos ou linhas nestes ou noutros contextos reservados para testes psicológicos, ela também tem a oportunidade de mostrar traços de sua personalidade naquele momento.

Exemplos como esses não devem ser tão estranhos para a maioria de vocês, afinal, entrevistas psicológicas, psicoterapias e testes, estão todos por aí. Entretanto, cada um possui fins específicos e que precisa ser visto a luz de contextos também específicos. Não há mágica, mas é preciso respeito profissional acerca do que se vê em determinada pessoa, não cabendo espaço para tal em assuntos de rodinhas de conversa ou qualquer coisa que implique em exposição pública.

Em outras palavras, um trabalho bem feito implica em proteger e guardar muito bem guardado o que cada paciente conta.

Nem gregos e nem troianos

Ulisses* continuava a fazer seus portões. Era assim há muito tempo e diziam que continuaria por bem mais que isso. Se aqueles amontoados de ferros e pingos de solda fossem mais que o que eram e tivessem a oportunidade ímpar de acompanhar seu genitor, entenderiam o porquê.

– Falei tinta cinza, cinza, moleque!!

Rude, Ulisses* juntava os dedos da mão repetindo a mesma frase várias vezes. Queria todos seus portões com fundo cinza. Ninguém sabia qual a razão, mas o seu ajudante anterior conformara-se que tinha que ser dessa forma e pronto.

– É cinza!!! Isso aqui é cinza, olhe bem pra isso!!!

Ok, tinha que ser cinza. Na verdade não havia uma explicação razoável, já que outras tintas, mais novas e modernas, serviriam como uma melhor base para dar um acabamento ao trabalho.

O sobrinho de Ulisses*, lá com seus diminutos dez anos de idade, não compreendia nada daquela exigência mas, não ousava questionar. Ajeitou os chinelos nos pés, voltou à loja e tentou devolver a lata de tinta preta que havia comprado. Não conseguiu, é claro.

– Mocinho, não dá pra aceitar um negócio desses… Seu tio já abriu a lata… Agora ele vai ter que usar…

O menino não gostou mas, colocou a lata debaixo do braço, e caminhou até chegar perto do centro da cidade, passando de loja em loja até encontrar onde havia a tal tinta cinza, onde lamentou:

– Nossa, moço, mas eu não tenho esse dinheiro todo…

Certo de que seu tio ficaria muito bravo se não tivesse o raio da tinta cinza da marca X, ele tirou um pouco do que recebera (que era pouco) e inteirou o valor necessário para a compra. Já não tinha muito e recebia quase nada, então ficou ainda mais pobre. O dia já estava terminando e logo poderia ir para casa.

– Nossa, mas demorou, hein? Eu aqui com o portão parado e você estava fazendo o quê? Fosse de ônibus, ora essa. Só enrola… Da hora do almoço até agora pra isso? E essa lata preta? O que vou fazer com isso? Agora fica pra você, ora, cacete!

Negro, o menino não tinha como ficar vermelho. Entretanto, se aquele portão pudesse perceber alguma coisa teria visto o garoto franzir a testa e apertar as mãos antes de lhe mandarem beber água, já que pelo tanto quanto havia suado, devia estar desidratado.

– Não vai mais pintar?

– Não, agora eu não vou pintar. São quatro e meia. Eu não trabalho depois das cinco.

– Por quê?

– Porque eu não trabalho depois das cinco, ué. Depois das cinco é hora de varrer a sujeira e organizar essa tralha toda.

Ulisses* estava sentado e ficou ali meia hora olhando o portão todo, vendo solda por solda, matutando. Seu sobrinho, de mesmo nome, nada compreendia mas, ficou ali aguardando até as cinco sem fazer nada, já que varrer não podia pois não era hora para aquilo. Nada daquilo parecia fazer sentido e quanto mais tentava entender, mais voltas a sua cabeça dava, até começar a doer.

– Quando chegar amanhã, bate no portão cinco pras oito. Antes disso eu estou escovando os dentes, oras.

O pequeno Ulisses* chegou em casa cansado e mais pobre do que já era. Tomou uma bronca por andar pela cidade inteira e não pegar um Uber. Para sua mãe, o irmão dela era assim mesmo e tinham que aceitá-lo como era e ajudar, afinal, o avô era assim também.

– Tá bom…

– E o que está fazendo com essa lata de tinta agora? Amanhã você entrega pro seu tio.

– Mas…

– Mandei entregar pro seu tio! Você não vai ficar com tinta aqui em casa.

Suado e cansado, o menino Ulisses* esqueceu a lição de casa. Emprestou o pouco dinheiro que tinha para o irmão mais velho, também esquecendo que estava querendo comprar alguma coisa que… por sinal… também já não se lembrava a essa hora…

Ao deitar naquela caminha velha, o garoto que tentava crescer se mexia tanto que dormiu bem mal. Aquele mal de alguém para quem não havia sobrado nada, a não ser uma pilha de coisas sem o menor sentido, exceto para aqueles aos quais restavam infinitas justificativas. E no afã de tentar resolver todas as coisas (loucas) dos outros, o pequeno Ulisses* experimentava nessa noite apenas sua primeira insônia.

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Ulisses tinha várias manias, mas ninguém sabia dos pensamentos que povoavam sua cabeça. Assim que viu na televisão uma forma de eliminá-los, resolveu que iria até a farmácia dar um jeito.

Pensamentos: indesejados e desnecessários? Uma odisséia de Ulisses* (Parte 1 de 2)

Rosinha*, uma senhora, tenta entender por qual razão a sua vida é mais triste em casa:

“Quando volto pra minha casa, eu fico muito triste…” – E então, o que se fala em um consultório? (2/2) – Exemplos clínicos

Naquele dia Rosinha* já não tinha nem tempo de pensar se estava ou não cansada.  Ela não sabia, mas fazia parte de um complexo jogo, no qual acabava sendo apenas mais uma peça.

A marionete

Pensamentos: indesejados e desnecessários? Uma odisséia de Ulisses

Ulisses tinha aqueles pensamentos perturbadores todos os dias. Ao terminar o trabalho, punha a máscara protetora para cima e olhava o serviço de solda, para checar se estava bem feito. Depois fazia o acabamento, pintava sempre com o mesmo fundo cinza e instalava para o cliente. Mas não conseguia deixar de ficar preocupado até ver seu produto em funcionamento por algum tempo.

Até aí tudo bem, se por acaso Ulisses se contentasse em deixar a vida seguir seu curso e, eventualmente contar com a possibilidade de alguém lhe ligar para reclamar de algum serviço, como muitas pessoas fazem normalmente.

No caso de Ulisses, o trabalho ficava tanto tempo na cabeça junto à expectativa de alguém reclamar, que no final de contas, ele acabava pegando a bicicleta velha (e com soldas trincadas) para passar na frente da casa dos clientes algumas vezes. Quando não trombava “ao acaso” com eles, acabava chamando para perguntar se o portão estava direito. Justificava-se dizendo que era sua forma de “fazer controle de qualidade”…

Às vezes, parado todo sujo ao lado da máquina de solda ou sobre a bicicleta, Ulisses passava o antebraço na testa suada. Normalmente achava que era esse o seu “normal” – ainda que clientes reclamando fossem uma coisa extremamente rara – de forma tal que insistia e continuava perdendo horrores de tempo com checagens e novas checagens.

Para piorar, apesar de toda polidez com o trabalho, Ulisses não conseguia conversar muito bem. Era breve nas palavras e quando parecia se soltar, logo gaguejava e dava um jeito de encerrar a conversa. “Tinha” que medir as palavras para não falar todos os palavrões que vinham na cabeça e para não assustar ninguém.

Ulisses melhorava quando bebia… ao menos era o que acreditava. Rosinha que o dissesse… Seu homem era um sujeito bastante difícil e que não aceitava jamais mudar nada. Não que ele não fosse capaz de lavar uma colher, nada disso… Ele só não considerava aceitável fazer o papel de uma mulher em casa, então, nem uma colher ele lavava.

A verdade é que Ulisses estava tomado por uma porção de pensamentos indesejados, sobre como é que faria se alguém reclamasse sobre a solda dos portões ou, o que achariam dele se passasse a lavar louças em casa ou, ainda, se ele deixasse de cuidar da fala e soltasse um palavrão diante de um cliente “tipo doutor”.

Certo dia, quando viu uma reportagem falando em eliminar pensamentos indesejados pensou em correr até uma farmácia. Mas… pensou… pensou mesmo um bocado e por fim… acabou passando reto com a bicicleta, correndo em seguida como diabo fugindo da cruz, tomado por uma preocupação terrível em saber que raios de pensamentos indesejados ele gostaria de eliminar. Teria que falar sobre isso com o farmacêutico? Claro!! Mas muita gente tomava remédio com aquele homem, não é?…

E para falar a verdade, esse era apenas mais um pensamento tomando forma, tendo como efeito o mesmo de todos os anteriores sem que Ulisses notasse: desse dia em diante, evitaria a rua da farmácia e faria um caminho mais longo só pra ninguém achar que ele poderia estar pensando em comprar algum remédio pra cabeça. Do herói mitológico, ali nada restava. Apenas pensamentos vagavam, uma estratégia singular e eficaz para fixar âncoras em qualquer lugar, nem que fosse para perder algum tempo caso não impossibilitasse fazer alguma coisa.

No caso de Ulisses, tal qual no caso de tantas outras pessoas, já não era tão simples identificar a origem de tantos pensamentos mas, o efeito produzido era claro: era parar a vida do sujeito.

Se Ulisses por acaso parasse com seus “pensamentos indesejados” e “manias” com a mesma facilidade de estourar um balão, ainda ficaria sem saber por qual razão estava paralisando sua vida. Mas, ele e muitos outros achavam que “esse” era Ulisses.

“Não consigo estudar pras provas!!!” – Plantão psicológico (2/4) – Exemplos Clínicos

Rosinha* não conseguia estudar para provas e veio até a clínica com essa queixa.  Esforçada, dedicava horas e horas aos estudos, mas… apesar de compreender o conteúdo e ao final do semestre ser aprovada, suas notas eram sempre limítrofes.

De forma geral, sentia-se bem. Sua escolha profissional era muito clara e o convívio social tranquilo. No entanto, vinha experimentando uma sensação crescente de fadiga, pior ainda às vésperas do Enem e das primeiras provas para o vestibular.

A estratégia de Rosinha* era ler muito e depois concentrar todos esforços na semana de provas. Reduzia o sono para 2h ou 3h tentando aprender ainda mais do conteúdo… “Mas nossa, é tenso… às vezes eu acabo cochilando à tarde… Olha, eu tenho até vergonha de falar, sabe? Mas outro dia eu dormi no meio da prova. Ainda bem que ninguém viu… Pior é que quando o professor entrega as provas, parece que eu sei mais ainda e fico me sentindo a burra das provas.”

Eis que havia um problema que merecia reflexão. Como Rosinha* poderia render nos estudos se não dormia? É sabido há tempos que o sono possui uma função reparadora, especialmente em relação ao funcionamento mental e… a coisa nem de longe para por aí…

Mas… não era o caso de entrar em detalhes técnicos com Rosinha* … Ela só queria poder passar no Enem e queria uma assistência de curta duração…

Enfim, Rosinha* entendeu que havia também a necessidade de que aquele conhecimento apreendido requeria um tempo de descanso para ser utilizado, como se fosse necessário esperar a poeira baixar para tal. E olhe que nem foi necessário falar tecnicamente de Piaget ou assimilação e acomodação…

Como era semana de provas, Rosinha* considerou o descanso como uma alternativa na qual fosse interessante investir, afinal, já havia estudado todo o assunto. “É… eu acho que sim… meio exagerado, né? Mas a gente fica vendo todo mundo falando que é só se esforçar bastante. Eu acho que tô é ficando maluca. Vou tentar fazer só uma revisão pra ver o que acontece.”

Feito isso, Rosinha* contou que seu desempenho foi ótimo.  Reservando um tempo maior para sono e entretenimento, ainda que estivesse mergulhada nos livros por algumas horas menos, sentia-se capaz de melhor concentração, menos fatigada e capaz de organizar melhor todos esses afazeres. Satisfeita com o progresso, tomou para si as reflexões alcançadas no plantão e recebeu alta.